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“O CÉREBRO EM TRANSFORMAÇÃO - O MODELO HAROLD”

Estudos recentes mostram evidências importantes sobre os efeitos do envelhecimento na atividade cerebral: a dominância hemisférica torna-se diferente, é o que mostra o Modelo Harold (Redução da Assimetria Hemisférica em Adultos Mais Velhos) proposto por Roberto Cabeza, da Universidade de Duke, que traz que, em determinadas circunstâncias, a atividade do córtex pré-frontal tende a ser menos lateralizada, ou seja mais simétrica, nos adultos mais velhos do que nos  jovens.

Esses estudos foram realizados por meio da análise das imagens funcionais da ativação do córtex pré-frontal em situações que envolviam memória episódica, memória semântica, memória operacional, atividades perceptivas e controle inibitório.

O Modelo Harold apresenta duas visões para explicar a função da redução de assimetria hemisférica. Uma visão compensatória - onde a atividade cerebral mais simétrica decorrente da idade se contrapõe à degeneração cognitiva ocorrida com a idade e uma visão de des-diferenciação - onde a redução da assimetria reflete a dificuldade em acessar mecanismos neurais mais especializados.

Os resultados dos estudos comprovam que o envelhecimento não significa estagnação e que o cérebro está sempre em constante transformação. Assim, exercitá-lo é a nova ordem. Atividades das mais diversas envolvendo memória, leitura e percepção devem ser estimuladas e incorporadas na vida diária. Sem deixar de lado, é claro, os hábitos saudáveis de boa alimentação construtora, exercícios físicos e descanso suficiente ao cérebro.

Assim como a bailarina, que não fica tonta de tanto rodopiar porque exercita suas funções de equilíbrio, os adultos devem exercitar as atividades mentais com constância e regularidade, mantendo o cérebro em dia e procurando ter uma atitude positiva diante dos acontecimentos da vida. Nunca é tarde para se tornar um mentatleta.

BIBLIOGRAFIA:
CABEZA, R. – “ Redução da Assimetria Hemisférica em Adultos Mais Velhos:
O Modelo HAROLD “

ALVAREZ, A. –Deu Branco. Record. 5ª Edição Rio de Janeiro 2005.

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Você sabe que pode acrescentar 10 anos à sua vida ?

O Instituto Nacional do Envelhecimento dos Estados Unidos financiou a visita de pesquisadores a regiões cuja população tem uma vida significativamente mais longa. A conclusão foi que se você tiver bons genes e adotar um estilo de vida saudável, tem chances de viver até 10 anos mais.

Veja, a seguir, os lugares visitados e os hábitos dessas populações longevas.

Sardenha, na Itália

Hábitos: Os habitantes desta região continuam trabalhando,  priorizam  estar com a família, comem  " Carta de música" - pão que pode reduzir as doenças cardíacas-, alimentam-se de verduras cultivadas em casa, o que pode reduzir riscos de doenças no coração e câncer de cólon.

Okinawa, no Japão

A população apresenta baixo índice de câncer de mama, próstata e três vezes menos doenças senis.

Hábitos: Praticam O IKIGAI que é a razão de viver, aquilo que faz a vida valer a pena; participam do MOAI, que é uma rede de auxílio mútuo tanto financeiro como emocional; alimentam-se de verduras, tofu, sopa de missô, peixe ou carne, mantêm rituais diários de orações matinais, tomam freqüentemente chá com os amigos, almoçam com a família e antes de dormir tomam uma xícara de saquê.

Loma Linda, na Califórnia – Estados Unidos

A presença da igreja  adventista, que apareceu no século XIX nessa cidade, ajudou a difundir as reformas na saúde como o vegetarianismo.

Hábitos: A Igreja proíbe álcool, fumo e alimentos que considera impuros. Os habitantes alimentam-se de cereais, frutas , verduras e nozes. Preconizam o descanso aos sábados e a socialização com outros membros da igreja nesse dia. Realizam trabalhos voluntários para evitar a solidão que, segundo eles, "encurta a vida".

Os pesquisadores ainda relataram que após entrevistar mais de 50 centenários em três continentes não acharam nenhum mal humorado, muito pelo contrário.  Ao perguntar para uma das moradoras da Califórnia qual o segredo de um século de simpatia,   a resposta foi:

" Eu gosto de conversar com as pessoas; para mim estranhos são apenas amigos que eu ainda não conheço”.
 

Comentário sobre o artigo publicado na revista “National Geographic”
de Novembro de 2005

Evelise Teixeira Pataro – Fonoaudióloga clínica especialista em Motricidade
Oral pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Ianice Braghini – Fonoaudióloga clínica especialista em Motricidade Oral
pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Ana Alvarez - Fonoaudióloga clínica especialista em Linguagem pelo
Conselho Federal de Fonoaudiologia – Doutor em Ciências pela
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.